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13/01/2019

Gestão Elemental



Gestão Elemental

Assim como os elementos são fatores importantes e indispensáveis para a vida, todas as áreas de gestão são importantes e fundamentais para manter uma organização.
Ao longo dos tempos, muitas metáforas foram criadas para facilitar o entendimento das classificações das coisas. Letras, números, nomes de animais e até os elementos já foram utilizados. Nas áreas da gestão não poderia ser diferente.
A gestão atual sempre foi dividida em Finanças, Pessoas, Marketing e Produção. Mas, com o início recente da Era da Informação ou, como muitos dizem, a Nova Revolução Industrial, Informação foi mais um pilar inserido nesse grupo.
Empresas são a interação entre recursos e transformação. Os principais recursos de uma empresa moderna e competitiva são Dinheiro, Pessoas e Dados. Esses recursos são transformados pela Produção da empresa e se tornam conhecidos através das ações de Marketing.
Pensando nisso, podemos fazer uma associação desses fatores da seguinte forma:
Dinheiro = Fogo
O fogo é o que aquece, uma energia que estimula e dá vida, assim como nas empresas o dinheiro é o que mantém as empresas ativas, como um fator que as mantém e que é seu objetivo
Dados = Relâmpago
O Relâmpago é uma fonte de energia também que ilumina, assim como os dados que, geridos e convertidos em informações trazem mais clareza e confiança para os rumos que as organizações desejam tomar
Pessoas = Água
A água é abundante, fonte de vida, o melhor condutor de energia que existe na natureza, assim como as pessoas, principal fator de uma empresa, sem elas a empresa não existe e por elas que os demais recursos são atribuídos e direcionados para a busca pelos objetivos da organização
Produção = Terra
A terra é a base de tudo, tudo está sobre a terra, e a terra que sempre sofre os impactos e transformações em nosso planeta – que também é chamado Terra –, assim como na produção tudo é transformado, técnicas são aplicadas, melhorias são implementadas, enfim, é onde os recursos se tornam em coisas concretas, produtos que a empresa vende e se tornam sua identidade
Marketing = Ar
O ar está em todas as partes, envolve toda a superfície da terra, carrega partículas de um lugar a outro, assim como o marketing que procura levar a identidade da empresa em todos os lugares para torna-la conhecida e atrair pessoas que se interessem pelo que ela tem a oferecer para mantê-la ativa
Assim como os elementos são fatores importantes e indispensáveis para a vida, todas as áreas de gestão são importantes e fundamentais para manter uma organização. Assim como não podemos dizer que a água é mais importante que o fogo e que não podemos viver sem terra ou sem ar, uma empresa não subsiste sem nenhum desses fatores. Por isso, cada um tem a sua importância e nenhum é mais importante que o outro, todos têm o seu papel na busca pelos objetivos da organização.

03/06/2018

Modelando Soluções

O Ciclo Negativo da Poupança
Para alcançarmos um modelo de negócios eficaz, devemos desenvolvê-lo a partir da perspectiva do cliente. Para entendermos sua perspectiva, devemos conhecê-lo e saber o que ele espera de nós.
O que vemos muito hoje em dia são empresas criando estratégias e produtos para empurrar nos clientes, criando assim novas demandas antes de atender às demandas já existentes. A estratégia mais eficaz seria adotar uma postura mais proativa e buscar compreender e criar soluções para as reais necessidades do público que queremos atingir.
O papel que as organizações devem assumir é o de criadoras de soluções. No momento em que uma necessidade ou problema surgir, os clientes veriam nelas quem entregaria a solução de maneira cômoda, rápida e eficaz. Na correria dos tempos atuais, quando os inconvenientes surgem, a perda de tempo é o que mais gera frustração nos indivíduos - alguém que minimize essa e as outras frustrações é o que todos gostaria de ter acesso.
A estruturação do seu modelo de negócios e a agregação de técnicas, processos e tecnologias atuais é o que pode proporcionar às empresas a capacidade que elas precisam. Com o preparo e os recursos corretos, a organização estará sempre preparada para atender seu público no momento em que ele precisar.
Essa busca por estar sempre preparada deve gerar também uma auto-reflexão contínua dentro das organizações. Ela deve estar em constante análise do que sabe, do que possui e quais públicos pode atender. As necessidades surgem, somem, se tornam mais complexas, estão sempre em mutação. As empresas também devem acompanhar esses movimentos para eliminar os processos que não forem mais necessários e agregar aqueles que faltam, além de se manterem sempre atualizadas tecnologicamente para manterem-se sempre prontas para criarem as soluções que os clientes buscam.

25/02/2018

O Ciclo Negativo da Poupança

O Ciclo Negativo da Poupança
Às vezes, poupar pode gerar mais problemas que investir em algo.
Desde crianças, nós somos educados pela cultura de que é positivo guardar dinheiro. Como indivíduos, por um certo tempo de nossas vidas, isso realmente é verdade. No entanto, para nós e para as organizações, com o passar do tempo, esse fato pode se inverter.
Buscamos poupar em momentos de insegurança, nos quais queremos nos proteger. Mas, cada tipo de investimento oferece um determinado grau de segurança.
Além da segurança, quando selecionamos onde colocar o nosso dinheiro, temos que verificar aquele que vai manter o valor do mesmo. Cada investimento oferece uma remuneração, e é essa remuneração que vai atualizar o valor do dinheiro.
A decisão por um investimento é definido por sua taxa, que é regulada em parte pelo governo e em parte pelo mercado, e pelo nível de segurança que a economia oferece. Mas, aí que está o conflito: a busca por segurança pode alimentar uma crise, pois investimentos em empreendimentos que poderiam promover o progresso não são feitos porque os investidores optam por poupar em investimentos mais seguros, como a caderneta de poupança.
Se não há expansão de atividades produtivas, a oferta de produtos se mantém. Em momentos de crise, exportar produtos se torna mais lucrativo que comercializá-los no mercado interno. Com isso, a oferta de produtos no mercado interno diminui, os preços aumentam e a inflação dispara, o que aumenta ainda mais a remuneração dos investimentos seguros, como a poupança.
Portanto, poupar nem sempre é mais importante que investir. Mesmo em momentos de crise, temos que assumir riscos, porque se não a crise não passa. A busca por segurança excessiva é inimiga do progresso e mãe de muitas crises.

18/02/2018

Da Informação à Inteligência

Da Informação à Inteligência
O importante é avaliar não apenas as métricas, mas seus efeitos umas nas outras e no conjunto. Isso transforma informação em inteligência para o negócio.
Para avaliar se as atividades de uma empresa estão indo bem, é importante conhecer algumas métricas. Inicialmente avaliamos as seguintes:
De Curto Prazo:
Liquidez - Capacidade da empresa pagar suas dívidas com seu caixa
Eficiência - Habilidade da empresa usar seus ativos para gerar receita de vendas
De Longo Prazo:
Solvência - Capacidade da empresa cumprir com suas obrigações
Lucratividade - Habilidade da empresa usar seus ativos para gerar lucro
Essas informações, no entanto, só têm valor quando avaliadas da maneira correta. Somente a interpretação pode trazer real utilidade. Com as métricas podemos identificar os pontos fortes e fracos da organização, compará-la no mercado para encontrar potenciais oportunidades, promover ajustes - enfim, traçar estratégias mais completas sem causar revoluções e perdas de tempo dentro da empresa.
Os primeiros passos para se ter uma boa interpretação são, obviamente, chegar à essas métricas que são dimensionadas através de um conjunto de índices e avaliar os impactos e relações entre essas métricas, que podem ser, dentre outras, as seguintes:
1 Liquidez x Solvência: Essas métricas já são realidades apuradas dentro da empresa; são geradas pelas atividades realizadas pela organização até o momento da avaliação; representam o risco real atribuído aos investidores, pois significam o potencial real de calote da empresa.
2 Eficiência x Lucratividade: As variações nessas métricas representam as perspectivas positivas ou negativas da empresa; são atreladas e projetadas de acordo com o que já ocorreu na empresa até aquele momento e com as potenciais ameaças e oportunidades previstas.
3 Eficiência x Liquidez: São métricas que avaliam principalmente as atividades da empresa no curto prazo; a eficiência em gerar capital/receita pela empresa é que eleva ou diminui o estoque de caixa e, com isso, a liquidez da empresa.
4 Lucratividade x Solvência: São métricas que avaliam a sustentabilidade da empresa no longo prazo; a lucratividade significa o potencial de remuneração do valor investido pelos credores, o que tem o potencial de aumentar ou diminuir a solvência do negócio.
Portanto, não importa ter as melhores soluções tecnológicas e os profissionais mais qualificados para se coletar com rapidez e qualidade as informações sobre os processos da empresa. Precisamos ter consciência que informações são apenas peças de um quebra-cabeças que precisa ser montado por nós para conhecermos o mapa da realidade na qual a organização está encerrada, quais os caminhos que ela pode tomar. O que importa é a avaliação e interpretação dos dados coletados e de suas relações para darmos sentido e utilidade aos mesmos, senão o esforço para se chegar a eles se torna inútil. Isso é chegar à Inteligência.

28/01/2018

Contratações Inteligentes


Contratacoes Inteligentes
Contratar pessoas não é só o processo seletivo em si, mas um exercício de adequação da empresa para vencer desafios e ser capaz de alcançar objetivos.
Quando a complexidade do negócio aumenta e só o empreendedor já não é o suficiente para executar todos os seus processos, surge a necessidade de contratar colaboradores. Alguns processos continuarão sob a responsabilidade do empresário, mas a maioria deles será delegada aos novos participantes da organização.
O processo de delegação de tarefas não pode ser aleatório. Ele deve ser dividido em etapas que nortearão a adequação da empresa em cada momento que houver aumento na complexidade de sua operação. Essas etapas seriam basicamente: separação entre processos que exigem tomada de decisões e processos operacionais, identificação da complexidade dos processos, detecção das qualificações e competências necessárias para a execução dos processos e definição do perfil profissional para executar as tarefas.
A separação entre processos que exigem tomada de decisão e os operacionais é fundamental para definir a cadeia de comando e gestão dentro da organização. Os processos que exigem decisão definem o papel do empresário e dos demais gestores dentro da empresa.
Independente de ser operacional ou exigir decisão, todo processo tem sua complexidade e exige qualificações e competências para serem executados. Isso define os perfis dos profissionais que serão contratados para os executarem e os fatores que devem ser observados nos candidatos no momento da seleção.
Portanto, contratar pessoas não é apenas botar gente para dentro da empresa ou setor quando o empresário ou equipe já não é mais o suficiente para tocar o negócio. Tudo exige métricas que visem o aumento da produtividade e qualidade dos processos, com as pessoas certas em posições bem definidas.

21/01/2018

O Processo STP

O Processo STP
O Processo STP é uma técnica de análise de mercado que podemos utilizar para projetar estratégias de penetração de mercado ou até mesmo de expansão de atuação. STP é a sigla para Segmentation (Segmentação), Targeting (Seleção) e Positioning (Posicionamento) - que são os fatores a serem avaliados para nos localizarmos no mercado.
O processo STP consiste em inicialmente fazer um mapeamento do mercado, dividindo ele em segmentos de clientes com características comuns (segmentação). Depois, selecionamos qual dos segmentos identificados iremos atender (seleção). Daí, criamos nossas estratégias desenvolvendo qual percepção que queremos que os clientes tenham de nossos produtos ou serviços e quais ações os levarão a essa percepção para nos diferenciar e destacar dos concorrentes. Em suma, trata-se de saber onde estaremos pisando (o segmento), quem encontraremos lá (os concorrentes) e como faremos que consumam nossos produtos (a estratégia).
Para criar uma estratégia de posicionamento vencedora, devemos:
Identificar:
Qual segmento iremos atender
Quais produtos concorrentes os clientes usam
Como é o nosso produto
Quais benefícios nossos produtos oferecem
Quais benefícios os produtos concorrentes oferecem
Quais os diferenciais e vantagens nossos produtos têm em relação aos concorrentes
Quais alternativas os clientes têm para não consumirem nossos produtos ou os dos concorrentes
Questionar:
Nossos diferenciais são relevantes para os clientes?
Nossos diferenciais são significativamente suficientes para nos destacar dos concorrentes?
Os clientes estariam dispostos a deixar de consumir os produtos concorrentes em busca de nossos diferenciais?
A confiabilidade e a tradição são atributos das marcas concorrentes?
O que poderia ser feito para desconstruir os diferenciais de confiabilidade e tradição ou inseri-los entre os diferenciais de nossos produtos?
Nossos diferenciais aumentam a percepção de valor de nossos produtos pelos clientes?
Os clientes estariam dispostos a pagar mais por nossos diferenciais?
Nossos custos são menores que os dos concorrentes?
Conseguimos cobrar um preço menor ou igual ao dos concorrentes e obtermos margens positivas?

Baseados nos itens identificados e nas respostas a essas questões podemos elaborar um modelo de negócios ou ajustar nosso modelo existente para garantir nossa penetração de mercado e nossa sustentação. Esse modelo de negócios terá o potencial de neutralizar todas as forças contrárias que possam vir para minar nossos esforços.

17/09/2017

Como Chegar nos Clientes

Como Chegar nos Clientes
Saber o quanto e por onde se expor faz toda a diferença.
Muitas organizações desenvolvem bons produtos e visam os clientes certos para oferecê-los. No entanto, mesmo com os produtos e clientes certos, não conseguem sucesso. Apesar disso tudo, há um fator que pode desequilibrar esse jogo: os meios pelos quais chegam nos clientes.
Os produtos não criam pernas e vão se oferecer para os clientes. Eles precisam ser levados e apresentados aos mesmos. E os meios pelos quais isso acontece são fundamentais para o sucesso nas vendas da empresa e precisam ser bem escolhidos e dimensionados.
Hoje existem vários meios pelos quais podemos alcançar os clientes. Mas, para alcançarmos a eficácia necessária, precisamos saber escolher quais os melhores meios que devem ser utilizados. Para cada segmento que escolhemos atender, existe um perfil específico de cliente que é exposto a um conjunto próprio de canais onde os produtos podem ser oferecidos.
Escolher todos os canais disponíveis em vez de selecionar os certos pode se tornar ineficaz e custoso. Muitas empresas, na ânsia por serem notadas e por aumentar suas vendas, acabam atirando para todos os lados e com todas as armas. Isso acaba desgastando as suas imagens ou transmitindo uma imagem diferente do que foi pensado, devido à exposição excessiva ou meios não utilizados por seus clientes em potencial.
Por tanto, saber por quais meios levar os produtos a serem conhecidos pelos clientes é tão fundamental quanto ter um bom produto ou saber os clientes certos aos quais atender. Além disso, a ideia do "menos é mais" nesse ponto é muito efetiva, pois saber a quantidade de exposição certa e os meios certos pelos quais se expor faz toda a diferença.