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25/02/2018

O Ciclo Negativo da Poupança

O Ciclo Negativo da Poupança
Às vezes, poupar pode gerar mais problemas que investir em algo.
Desde crianças, nós somos educados pela cultura de que é positivo guardar dinheiro. Como indivíduos, por um certo tempo de nossas vidas, isso realmente é verdade. No entanto, para nós e para as organizações, com o passar do tempo, esse fato pode se inverter.
Buscamos poupar em momentos de insegurança, nos quais queremos nos proteger. Mas, cada tipo de investimento oferece um determinado grau de segurança.
Além da segurança, quando selecionamos onde colocar o nosso dinheiro, temos que verificar aquele que vai manter o valor do mesmo. Cada investimento oferece uma remuneração, e é essa remuneração que vai atualizar o valor do dinheiro.
A decisão por um investimento é definido por sua taxa, que é regulada em parte pelo governo e em parte pelo mercado, e pelo nível de segurança que a economia oferece. Mas, aí que está o conflito: a busca por segurança pode alimentar uma crise, pois investimentos em empreendimentos que poderiam promover o progresso não são feitos porque os investidores optam por poupar em investimentos mais seguros, como a caderneta de poupança.
Se não há expansão de atividades produtivas, a oferta de produtos se mantém. Em momentos de crise, exportar produtos se torna mais lucrativo que comercializá-los no mercado interno. Com isso, a oferta de produtos no mercado interno diminui, os preços aumentam e a inflação dispara, o que aumenta ainda mais a remuneração dos investimentos seguros, como a poupança.
Portanto, poupar nem sempre é mais importante que investir. Mesmo em momentos de crise, temos que assumir riscos, porque se não a crise não passa. A busca por segurança excessiva é inimiga do progresso e mãe de muitas crises.

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