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13/08/2017

Experiência e Conhecimento não são Suficientes

Experiência e Conhecimento não são Suficientes
Nem sempre toda a bagagem que obtemos ao longo do tempo é suficiente para prevermos resultados.
Anos e anos de experiências, leituras e estudos moldam em nós uma percepção em relação aos assuntos que buscamos dominar. Essa percepção nos faz ter conclusões instantâneas quando nos deparamos com situações que julgamos nos serem familiares. O que acontece é que muitas vezes cometemos erros graves ou patéticos por confiarmos apenas em nossa percepção.
O conhecimento que obtemos, principalmente o acadêmico, costuma ser padrões que foram identificados por estudiosos em tempos anteriores. Todo padrão é apenas um valor esperado para uma situação que se desenrola através de características similares as de situações que já ocorreram. Mas, o fato de uma situação ter o mesmo padrão de outra, não determina que ela terá o mesmo resultado.
Cada experiência pela qual passamos é diferente das demais. Toda experiência traz novos aprendizados e nos faz conhecer fatores que antes não conhecíamos. Embora cada uma venha com novos fatores, todas têm características em comum que se repetem e cada experiência nova aumenta nosso repertório de características que podem se repetir e que tomamos conhecimento.
Além de nossos repertórios de padrões e das particularidades daquela situação, existem ainda fatores que podemos analisar que podem interferir nos resultados. Esses fatores são relativos ao ambiente onde essa situação se desenrola e as condições que a influenciam. E a maioria dos erros são cometidos porque não damos importância a análise desses fatores.
Portanto, uma boa percepção moldada por nossas experiências e por um vasto conhecimento sobre padrões observados e documentados por outros não é suficiente para reduzir o risco de uma decisão a ser tomada. Uma boa revisão e análise lavando em consideração todos os fatores que podem influenciar os resultados é um bom progresso. No entanto, cada situação tem suas particularidades, o que sempre mantem a possibilidade de risco.

06/08/2017

Conforto Consciente

Conforto Consciente
A reflexão contínua nos traz consciência de nossa real situação e evita a pressão e a frustração.
Muitos deixam a tarefa de refletir sobre progresso e objetivos quando chegam a situações extremas, como o desemprego. No entanto, para ter resultados, a reflexão deveria ser contínua.
O medo de tomar consciência de derrotas ou limitações se torna um impedimento a fazermos análises sobre onde estamos em relação a objetivos que definimos ou comparações a trajetórias similares a nossas. Preferimos ficar imersos na sensação de conforto gerada pelas conquistas que já alcançamos.
Contudo, a reflexão, por mais dolorosa e reveladora que possa ser, tem o potencial de abrir nossos olhos a nossa real situação e de nos motivar a fazer ajustes que potencializem nossa trajetória.
Quantos, ao ficarem desempregados, não encontrando perspectivas em suas áreas, mudam de profissão ou abrem um negócio. Depois, dizem que deveriam ter feito isso há muito tempo.
Outros, se veem a margem de seus mercados de atuação ou estagnados em uma mesma posição por não terem uma qualificação necessária. Os que têm recursos, ao refletirem, começam a correr contra o tempo para obtê-la. Já os que não têm, se conformam ou se frustram.
Todos esses fatos podem ser evitados com o hábito da reflexão. Informação está disponível o tempo todo e em todo lugar. Basta apenas um esforço pessoal de estar sempre consciente de que está no caminho certo e que possui sempre as armas necessárias para seguir em frente. Assim, quando algo faltar, fica mais fácil uma mudança de rota e a busca por novas ferramentas sem o peso de uma situação ruim que nos traga pressão.

30/07/2017

Polarização que leva à Queda

Polarização que leva à Queda
A chave para o equilíbrio está na visão do todo e não na polarização das visões políticas.
Os meios como os representantes do povo buscam o bem comum está muito polarizado. Essa polarização está dando atenção a certas áreas e deixando outras descobertas, quando todas são críticas.
Com a filosofia de que o bem comum se encontra onde o povo tem condições iguais de consumir o que o Estado produz, vertentes socialistas convergem suas atenções para criar meios para elevar a capacidade de consumo do povo. No entanto, nessa luta para criar mecanismos assistencialistas lastreados em recursos unicamente do governo, acabam se descuidando e minando a capacidade de muitas instituições que regulam o equilíbrio do Estado.
Para obter recursos para financiar suas políticas assistencialistas, o governo acaba consumindo uma parcela desigual de recursos, deixando áreas fundamentais com menos recursos. Quando isso não é o suficiente, buscam financiar transferindo seu ônus para os setores produtivos através de burocracia e aumento de impostos e encargos. Isso dificulta a sobrevivência da indústria.
Quando a indústria está em dificuldades, sua produção é reduzida. O que pode se tornar um revés às políticas assistencialistas, pois gera duas crises: redução da oferta de produtos e desemprego. Mesmo tendo condições de consumir, a população pode ficar impedida por não ter o que comprar. Mesmo o governo, atendendo a uma boa parcela da população com suas políticas, o desemprego desencadeado por elas faz surgir uma nova parcela de população a ser assistida.
Portanto, fazer política de forma polarizada não resolve problemas, mas pode agravar os existentes ou gerar novos. Por isso, a visão do todo e a busca por um equilíbrio institucional que atenda a todas as vertentes da nação deve ser a pauta de diálogos entre nossos representantes.

23/07/2017

A Ilusão do Conhecimento

A Ilusão do Conhecimento
Conhecimento é uma questão de humildade e visão além do que é formal.
Certa vez o filósofo grego Sócrates disse: "Tudo sei que nada sei". Ele sintetizou nesta frase a conclusão que chegou de que quanto mais conhecimento obtia, mais ele se dava conta de que seu conhecimento era resumido e mais conhecimento haveria para ele buscar. Dessa conclusão podemos logo de cara chegar a duas linhas de raciocínio: ninguém sabe tudo e nenhum conhecimento é definitivo.
Independente de quantos cursos fazemos ou quantos textos lemos, o conhecimento que obtivemos é apenas uma pequena parte de todo o conhecimento que existe. Alguns assuntos são apenas chaves introdutórias a um verdadeiro universo de assuntos a serem buscados. Muitos desses assuntos não estão escritos e outros ainda nem foram desvendados.
Algumas pessoas possuem conhecimentos que desenvolveram ao longo da vida. Muitas delas nunca estiveram no meio acadêmico ou nem mesmo têm o hábito da leitura. No entanto, as experiências e obstáculos pelos quais tiveram que passar as levaram a desenvolver soluções nunca antes pensadas pelos mais renomados acadêmicos e técnicos.
Os conhecimentos que temos hoje são como caixas fechadas, com pequenas descrições de seus conteúdos inscritas em um de seus lados, aguardando que alguém tenha a curiosidade de abrí-las. Quando investigamos um assunto, verificamos que o mesmo pode ser dividido em partes e essas partes precisam ser investigadas e compreendidas. Isso vai levando a um ciclo de busca contínua, porque geralmente o que foi divido em partes a serem investigadas é parte de outro conhecimento que está sendo investigada.
Portanto, nenhum conhecimento é definitivo em si e por isso quem acha que o possui não o possui, mas apenas uma parte. Mas, isso só pode ser visto por quem tem a humildade de reconhecê-lo e consegue ver muito além dos meios formais de onde aprendeu o que sabe para buscar novos conhecimentos.

16/07/2017

Fugindo da Imitação

Fugindo da Imitação
Para aumentar suas chances de sucesso, o empreendedor deve fugir da imitação e oferecer soluções que atendam as expectativas dos clientes.
Com o desemprego em alta, muitos têm buscado empreender. A falta de criatividade e a pressa por encontrar uma nova fonte de renda leva muitos a optar por modelos de negócio que já existem e pelos quais outros estão tendo sucesso. No entanto, a maioria não obtêm os resultados que esperam e o motivo, na maioria das vezes, é a falta de diferenciação.
Todo negócio, por mais bem sucedido que seja, possui pontos que precisam ser melhorados e vantagens que podem ser melhor aproveitadas. Mas, para enxergar esses potenciais, deve-se olhar com a perspectiva certa ou até por mais de uma perspectiva. E o ponto focal para esse novo olhar deve ser o problema que o negócio busca solucionar para alcançar seus objetivos.
Independente do ramo, cada negócio é a solução para um problema. Uma lanchonete é a solução para a fome de seus consumidores, um táxi é a solução para o deslocamento de seus passageiros, etc. Mas, mesmo sendo um problema comum a muitos, cada pessoa tem sua perspectiva sobre o problema pelo que está passando e tem sua própria opinião de como gostaria que ele fosse solucionado. E essas opiniões têm partes comuns a todos e partes que se diferenciam. Um modelo de negócio já pronto atende à parte comum dessas opiniões. O que tem o potencial de levar um negócio a se diferenciar é a capacidade de perceber as partes particulares dessas opiniões e encantar os clientes.
Mesmo em um ramo já consolidado, antes de iniciar, é importante refletir sobre as possibilidades de negócios que ele oferece e como eles são feitos. Tudo isso buscando ver as possibilidades por perspectivas diferentes das que já são utilizadas. Sempre buscando solucionar os problemas dos clientes em potencial o mais próximo possível da forma como eles gostariam de ser atendidos. Isso abre um leque de oportunidades que favorecem a inovação e diferenciação dos negócios e rompe o ciclo da simples imitação.